8 de fevereiro de 2012

Elemental

A rua de barro passa por detrás da vitrine em que encontro. Caminham por ela os sábios que assopram em minha face o hálito da vida.  De um outro ponto meu corpo todo é uma máscara, e meu riso torpe é pelos que marcham. Estilhacei a vidraça e fui banhada de sangue.  Pelo passado e pelo futuro não mais estremece meu presente, tampouco o espelho ou um enigma de valor e sofrimento.

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