27 de fevereiro de 2012

passou por mim o céu parou olhou e molhou.
é de simples e toda graça a chuva [ficou]

01:10 am

VOCÊ
        É
        CHÁ
                to

De doer
a poesia
            noturna.

(dê-vaneio-só)

24 de fevereiro de 2012

É tarde.
E porque é tarde
Não és bem vindo
As noites.
Conduzo-me a paz
De todo recomeço.

21 de fevereiro de 2012

Agora que tens minhas noites
Quebradiço é o dia.
Verás a santa face das águas profundas da arte da vida,
Através do espelho que nos uniu.
Nem cortes ou sangue ao que tocamos
Só venturas.
Sob nossos pés crescem raízes
Que vão em direção ao céu.
Germina o dia
Frutifica a noite - essas 
que me tens.

Acumulo saudade
Num curto espaço de tempo.
Sou terra escondida embaixo
das folhas de outono - úmida.

20 de fevereiro de 2012

Até o futuro já passou
A passos miúdos
Disfarçando o por vir
A idéia pronta
Mal cozida.
Quem sabe adiante
Animam-se as partes.
disse adeus aos múltiplos,
varreu os cacos da memória
que eram traços mínimos, mas profundos
degraus abaixo dela.
olhou para cima, e na primavera o poeta lhe ofereceu a mão.
a poesia que me vem da alma
agora brota do que resplandesce, quando nós,
sem tempo ou espaço,
louvamos os arautos das dádivas,
daquilo que somos agora atentos – o amor.

8 de fevereiro de 2012

Elemental

A rua de barro passa por detrás da vitrine em que encontro. Caminham por ela os sábios que assopram em minha face o hálito da vida.  De um outro ponto meu corpo todo é uma máscara, e meu riso torpe é pelos que marcham. Estilhacei a vidraça e fui banhada de sangue.  Pelo passado e pelo futuro não mais estremece meu presente, tampouco o espelho ou um enigma de valor e sofrimento.