4 de janeiro de 2012

Deus

Sem lamentos. O que bate a porta é suave. Mosaico de rostos Maria, José, Franciscos e Antonios. Crú, mas que ilumina. Festeja toda carga flor que sei que caminho é todo meu.  Deixa navio atracar, pessoas de rostos tristes por fora falarem com meu eu milagre, por que também é delas a flor. Preciso das especiarias do que trazem, Ariade me envia, preciso estender as mãos. Do contrário labirinto é frio, não me acorda e é lamento. É nesse povo, com ou sem cachimbo que me faço espírito olhos cerrados. Grande Cristo ali bem à frente que me guia. Desenho em punho teu rosto, memória Deus em mim, neste templo. Terra. Gritei um poema que nem era meu, reviso e se levantam tantos santos em coro de igreja antiga, cantiga negra de noite, de força, nua, de orvalho das lágrimas da música que é esse Deus que nem sei todo mas que parte senti tanto hoje. Estendi os braços. Rodopio com o invisível e sorrio largo no meio da rua. É pra ti que me lê esse verso. Toda letra que compõe teu nome luz. Nem consoante ou vogal. Tinha primavera ali esperando. É um canto puro.

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