28 de dezembro de 2011

E você que acredita no tempo e me pede para esquecer o passado
Esse pássaro alado que sobrevoa a paz e repousa rígido
(porque pertence as coisas imutáveis) em meio a nós.
Um relógio repousa em teu pulso, aquele mesmo que pulsa teu sangue
Sangue que corre as veias, que corre o corpo
Corpo que corre o mundo, escorre em nós
Tampouco somos em círculo – nem um, nem dois
Somos lineares e corremos, assim como o tempo (aquele no qual acreditas)
Em direções opostas.

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