29 de novembro de 2011

a quem a chuva pede

Nunca se encontraram de fato. Mês que vem, é tempo de nascimento. Jamais pensaram que seriam frutos. Coração vazio, meio cansado, até de ser vermelho. Ela pegou a lanterna nas mãos e mostrou-lhe algum caminho. Ele cantou-a em versos. Havia qualquer coisa de suave e tempestade ao toque. Distraiam-se um ao outro vez em quando. Ele perdeu os versos. Ela guardou a luz. Apagaram-se os dois. Ouve silêncio, e alguma angústia na escuridão de ambos. Era uma vez duas pessoas que nunca se encontraram de fato. Lembrei de você nesse início, meio e fim, do desencontro.

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