8 de outubro de 2011

Tudo é uma inversão de valores. Cada um faz a sua própria conversão. Sem regras. Limites. Crime ou santidade. Nessa inversão todos os loucos apedrejados no dia anterior viram santos. Todos tem seu valor agora. Dito isso, converte-se ao breu da alma de quem vê parcial. Lógica ficou do lado de fora, não foi convidada. Assim como a realidade. Colhi maças na árvore. Foi-se o outono. Cada estação tem sua cor. É preciso entender. Porque algumas coisas, não podem ser convertidas. Liberdade é isso: deixar com que cada um perca-se na sua própria cegueira. Alguém estará ao lado, num gesto doce de compaixão e  sorrindo. Permita-se errar, e faça a conversão. Não há problemas. Para quem gosta do perdão, errar muito é ter a certeza de. Aos julgadores o desprezo, e toda razão tola. Alguém ligará no dia seguinte, e achará algumas sobras - engraçadinhas.

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