5 de outubro de 2011

Talvez eu mesma seja a manifestação de uma metáfora. De alguém que sonha. Mas independente de que matéria é minha composição, existo, de fato. É minha escolha dispensar explicações da ciência, do bem e do mal. Prefiro a liberdade do mistério, pois faço mais poesia sobre o que não sei. Posso colorir o mundo da cor que mais gosto. Posso usar mais exclamações e nem tantos pontos finais. Provei diversas vezes a realidade, toquei um mundo que é invisível aos olhos. Volto as vezes quando posso, ou consigo. Algumas graças me foram dadas. Queria muito. Ainda quero. Algum sinal de riso desponta em mim, timidamente, pois ainda estou em margem oposta (em raiz). Mas não desejo a existência além dos sonhos, isso me basta. É minha vida, vibro, absorvo e germino assim. Talvez caminhe mais e consiga chegar a outra margem, ou possa abrir as asas e voar além dela. Talvez.

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