13 de outubro de 2011

Por agora

É uma questão de ordem prática. O quanto posso suportar algumas coisas. É uma questão de respeito aos meus limites. Convicções. As coisas mais belas da vida pertencem ao campo do universo individual. Logo, não compartilho de muitas belezas que vêem os olhos alheios. Ao contrário. Algumas coisas me causam repúdio. É uma questão de ordem prática. A fluidez da vida me encanta. Cada dia mais algumas pessoas me mostram coisas belas. Mas algumas delas são enraizadas em grandes erros, que se sobrepõe a qualquer tentativa de ver beleza em seus frutos. Devo seguir outros caminhos. O encantamento é bom. Mas prefiro as questões de ordem prática. Não compactuo com visões alheias. Tenho minhas certezas  e meus sonhos, e isso tudo, me leva a outros caminhos. Também há beleza em outras estações, mais leves do que aquilo que me pedem para carregar sorrindo. Em nome de algo que nem sei ao certo se existe. Demasiada inocência cega é essa de naturalizar a vida, pois para mim, a vida não se fundamenta em compensações e culpa. Semearei meus campos e colherei eu mesma meus frutos. Nada pode substituir a leveza da alma. Em silêncio me distancio e dou adeus. Não posso com o peso alheio, não vejo beleza e é disso que mais necessita hoje minha alma. De ordem prática também é o discurso poético, que entrega a quem devo uma palavra, o meu mais puro sentimento. Assim como meus limites. Esgoto-me. Por agora.

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