10 de outubro de 2011

do azul das veias vermelho é o sangue que esvaiu-se de mim branca sem sopro de vida para suspirar pelo azul do céu acima do sol amarelo feito ouro de tolo em busca da vida fora do corpo  morto podre até a alma dilacerada pela dor da perda de um pedaço de vida pela ingestão de veneno que entra não pelas veias aquelas das quais escorre o sangue azul que nem é nobre mas pelas nuvens de pensamento não brancos mas negros como as cinzas que restam de um templo queimado e deixado ao tempo vento que sopra para além da vida que se esvai de mim como água corrente correndo fugindo de mim porque ando de mãos dadas e suadas águas  turvas com um coletivo de o que um dia chamou-se humano.

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