1 de setembro de 2011

Solutio

Entre o céu e a terra, existiu um espaço (que se sabe onírico) de purificação. Lugar antigo, de morada, zelado por uma anciã que conduz. É uma dança sinuosa a chuva que cai ali, dissolvendo, comovendo. O pensamento tem a crença de que tudo ruirá, pela insistência da água dançante. Mas a natureza sabe da raiz do tempo, e da dor da solidez, já que tudo em um trecho do caminho, abraça seu contrário. Esperando a água que purifica o ser, existem dois frascos, um para os resíduos do corpo, e o outro para os resíduos da alma. Este último, diz a anciã, é para o veneno, que mortifica e chama a cura. Um dos frascos veste a cor vermelha.

Um comentário:

marlene edir severino disse...

Em cada coisa existe o seu oposto e têm que estar em equilíbrio...

Tenho gostado muito de tuas postagens, sobretudo dos últimos meses!

Beijo, querida!