31 de agosto de 2011

Sangro

Sangro muito a solidão. Qualquer sopro de vento ou palavra que não chega, me corta. O berço em que corre meu sangue é fio que conduz a outros rios. Em minhas veias abertas, corre a dor da flor que não se abriu. As feridas desenhadas em mim, são as mesmas daqueles que vieram antes, e que também não desabrocharam. Quando acordo, sinto a dor do mundo.

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