18 de agosto de 2011

No meio do caminho


                Havia uma festividade. No meio do caminho algumas almas dançantes encontraram a celebração da vida. Ali, foi servido um alimento amargo, que causava dor. Era para um novo paladar, coisa genuína. Desconhecidos, a seu próprio sabor, questionaram a semente, e a mão que a levou a terra. Lançaram os frutos ao vento. Não mais seguiram a dança. “A cura vem de alguma coisa sabida como veneno, e tem a medida exata da doença” -  disse aquele que celebrou, de fato.        

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