26 de agosto de 2011

Aquele pássaro

Era tão belo e raro aquele pássaro, vindo não se sabe de que norte, que segurou-o junto ao peito, bem próximo ao seu pulsar, desejando que ali ficasse para sempre. Entendeu que havia recebido uma graça [tantos véus adornam o ser, e como é belo o encantamento]. Houveram promessas de vôo, mas a medida de possuir só para sí aquele canto, era longa. É da natureza do desejo ser céu, horizonte. É da natureza do humano [que se perde na medida] não entender a natureza do vento. Tanto querer impediram o desabrochar das asas, não houve vôo. E sendo pedra, perdeu tamanhã graça, aquele que aprisionou.

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