26 de julho de 2011

Náufragos

me dê a magia de acreditar que és um náufrago em mim sem passado. que a poesia do cotidiano é merecidamente para o encanto que nunca vivestes assim, enquanto ilha.  me acorde a tempo de ver o sol, depois de esgotar-me em lua. me tenha nua, sem a memória dos teus poucos anos, além de nós. me entregues tua fragilidade, mas não me digas que é assim também teu amor. é preciso um verso forte para sobreviver em certas circunstâncias. aqui onde estamos, só nos resta a busca de tesouros escondidos nas sombras do que ainda paira em nós. os barcos a deriva não carregam horizontes além do que já temos. sejamos nativos dessa terra que pisamos ontem, quando acordamos juntos, após longa viagem em náuseas. 

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