12 de julho de 2011

(im) permanência

Não me tenha permanência, pois estou de passagem. Entrei por aquela porta que encontrava-se aberta e aquilo me pareceu adequado, pelo frio que fazia em mim. Deveria ter avisado, não soube dizer. Não é meu mundo. Não é meu chão. Não me sei num lugar onde tantos já foram. Não me sei assim, inteira, como deve.
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Não sei quanto tempo é meu presente, nem meu futuro. E neste tempo incerto, não aprendi teus gestos de amor a mim. Impermanente. Não permaneço ali. Não me encante com a beleza, não sorria, não me cante poesia, tudo é sonho. Acordei há um tempo e vi que não pertenço. Então não tranque a porta, não me tenha permanência, sou viajante.
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Não me tenha mal.

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