3 de abril de 2011

Via úmida

Passe(e)i por toda noite
Cobrindo a nudez
De alguém cujo corpo não ia longe
Pois era cercado pela dor da queda.
Não fosse ela,
Talvez seria mar aberto.
...
Parada aos pensamentos que tropeçaram na cor do desejo,
Enquanto as palavras compunham o ritmo do corpo
Que era de uma poesia quase inteira – não fosse a dor
Que dizia, para além da queda
E seguia, para além da noite. 

2 comentários:

Fernando disse...

Por onde você andou para escrever palavras tão profundas...?

Encantado!!!

Ricardo Steil disse...

Ah Ah! Sabia que tavas guardando algo neste caderninho. Bem-vinda novamente, baby!