17 de janeiro de 2011

Breve olhar de ontem

Olhar a alma com calma...
O olhar vê apenas o que vê.
Não sei sentir com os olhos,
Mas a alma - tantas,
Vê e sente aquilo que é - até.
E segue prevendo,
Aquilo que os olhos - estranhos à própria imagem,
Não conseguem reter, absorvidos em longos fios de pensamentos.
Breve olhar dos olhos, à margem do que se é, em sí.
Alheios, daquilo que na alma, já é eterno.

2 comentários:

Fernando Cid disse...

Eu não sei o que seus olhos viram, mas o que o seu coração sente isso me toca.

Ricardo Steil disse...

E por estes e outros versos que ganhastes o respeito e admiração,não somente meus, mas de mestres como Mamede Gilford e Efigência Coutinho. Parabéns poetisa. Continue assim.