6 de novembro de 2010

Do meu senhor

Eu seria entregue ao teu mais bel prazer se de mim fostes senhor.
Já cedinho pela manhã curvaria-se a ti como teu desjejum, sem pudores.
Aprenderia sobre teus desejos, e a eles seria amável subordinada.
Gentilmente acolheria teu gozo - fingindo-lhe obediência.
Não lutaria contra teu desejo de dominação, mas dele seria objeto.
A tudo, e a todo momento estaria para ti, assim como o alimento para a fome.
Porém, de modo rebelde, te prenderia dentro de mim, desafiaria teu poder ajustando-te as minhas entranhas – de onde sou senhora.
Mantendo-me assim, para não perder o hábito, fiel aos meus instintos insubordinados.
Um sobre o outro apenas, entrelaçados, somente as voltas com as tarefas cotidianas urgentes.

3 comentários:

Edmar disse...

LOL
Muito bom mesmo.

Parabéns!

Ricardo Steil disse...

Cada dia um poema novo
Cada dia mais me surpreendo
Se continuares aprimorando a tua técnica
Como assim o tens feito
Faltaram palavras para nós - teus fãs
Comentarmos.
P.S.: Me ensina a fazer poesia, vai.

Teacher's Pet disse...

Fico encabulada dizendo isso, mas minha mente rpgística cheia de vontades de dominação e subserviência imaginou a cena inteirinha.
Também eu uso o anel de escrava forçando meu senhor a me subjugar com o gozo da dor...