29 de outubro de 2010

Das minhas letras tão autônomas

Meu sintoma é a palavra.
Meu guia é o que há de mais latente em mim.
Não tenho domínio sobre a escrita,
É um certo mecanismo autônomo
do qual pouco sei, mas que é meu senhor
Que fala de mim - e através de mim
Porque também sou a voz de todos.

3 comentários:

Ricardo Steil disse...

Procurando palavras e não encontrando para expressar. Talvez seja este o grande dever do poeta, tocar a ponto de emudecer. Tocar a ponto de fazer o próprio leitor esquecer as suas palavras e ficar meditando sobre a pena do poeta. Sandra, vc escreve divinamente, mas, no instante em que adota o minimalismo, transforma o divino em algo mais. Beijos.

qoelheX disse...

Somos colchas de retalhos de personalidades heterogêneas. Somos o que esa multidão interna provoca...
...uma balbúrdia!
Abrace o caos!

Teacher's Pet disse...

Eu nçao creio que até que enfim o Toeio comentou aqui! E viva o Caos!
E viva o caos que compele a alma a sair pelas pontas dos dedos em pixels cheios de vida...